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quinta-feira, 31 de março de 2011

Diminuindo Casos

Através de pesquisas americanas, foi realizada uma comparação onde em 1965 as modelos pesavam 8% a menos que a média das mulheres, mas hoje elas pesam 23% a menos que a maioria das mulheres em geral. Com isso parece que a indústria da moda está acordando para o problema da anorexia, em Madri por exemplo o governo proibiu de desfilar as modelos com IMC menor que 18. Já no Brasil a discussão só surgiu com a morte da modelo Ana Carolina, algumas agencias definiram que as modelos só poderão desfilar se passarem por aprovações médicas e ainda que as mesmas entreguem um atestado médico comprovando a saúde .

O stress desta profissão bem como os casos de anorexia diminuiriam se as agencias e eventos fizessem como em Madri definindo um padrão de peso mínimo para as modelos de acordo com a Organização Mundial da Saúde .

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mais sobre drunkorexia

Drunkorexia, ou anorexia alcoólica termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição. O ato restringe a absorção de calorias necessárias ao corpo humano sob o objetivo de manter um visual esbelto e na moda. Entre as celebridades artísticas o costume da “drunkorexia”, além de causas estéticas, é impulsionada por cobranças do mercado, angústias e compulsões profissionais. Neste transtorno alimentar as pacientes (porque a maioria é mulher) bebem em vez de comer para emagrecer. Elas transformam a obsessão pela magreza em uma compulsão pela bebida.

Sabe-se que além da anorexia o numero de pessoas com drunkorexia está crescendo, não só devido a supervalorização da magreza e dos inatingíveis padrões de beleza, muitas meninas acabam se tornando drunkorexicas por questões mais complexas, e internas, como trauma ou transtorno psicológico. Muitas são depressivas e uma parte considerável foi abusada ou negligenciada na infância.

Segundo a OMS ( Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge de 10% a 12% da população mundial. Equilibrar o peso do corpo através da bebida é o mesmo que realizar uma dieta forçada e depois cair no efeito sanfona ( alternância periódica de peso ).

Estudos psiquiátricos revelam que o alcoolismo feminino está associado a transtornos psicológicos relacionados à anorexia, bulimia, depressão e ansiedade. O álcool anestesia emoções ruins como a frustração, e no caso da “drunkorexia”, reduz o apetite. No funcionamento orgânico beber com estômago vazio acelera os efeitos do álcool.

Beber sem moderação pode vir a causar doenças no sistema digestivo e , em certos casos, no sistema sangüíneo, além de outros males. Beber demais ainda causa perda de reflexos, principalmente para o motorista em trânsito.

Há cerca de um ano, o New York Times fez uma matéria sobre o assunto. Nela, uma jovem dizia que bebia para ficar mais calma. “O álcool tira minha ansiedade. As duas coisas caminham juntas. Quanto mais eu bebo, mais eu entro no meu distúrbio alimentar, e vice-versa”. Em uma comunidade extinta do Orkut, uma jovem dizia que se sentia mais magra quando estava bêbada.