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quinta-feira, 31 de março de 2016

Histórico do Diagnóstico

balança
A primeira descrição clinica do transtorno foi escrita em 1694 por Morton que chamou de "extenuação nervosa". Mas foi em 1874 que William utilizou pela primeira vez a expressão "anorexia nervosa":  forma peculiar de doença que afeta principalmente mulheres jovens e caracteriza-se por emagrecimento extremo cuja falta de apetite é decorrente de um estado mental mórbido e não a qualquer disfunção gástrica. 

William Gull descartou a possibilidade de que uma enfermidade orgânica justificasse a anorexia. Na mesma época se produziu a descrição da doença por Laségue como  inanição histérica e considerando-a, da mesma forma que Gull, uma doença psicogêna.

Em 1893, Freud descreveu um caso de anorexia tratado com hipnose, um ano mais tarde descreveu a doença como uma psiconeurose de defesa, ou neurose da alimentação com melancolia. 

No começo do século  XX,  a anorexia  começa a ser tratada sobre um ponto de vista endocrinológico. 

Em 1914 o patologista alemão Simonds, descreveu um paciente caquético, onde ao fazer-lhe  autopsia encontrou uma destruição pituitária e durante os 30 anos seguintes, reinou a confusão entre insuficiência pituitária (diminuição de um dos oito hormônios produzidos pela glândula hipófise localizada no cérebro) e anorexia nervosa.

 A partir dos anos 30, a anorexia passa a ser estudada sobre o ponto de vista psicológico, deixando no esquecimento as antigas discussões sobre a origem endócrina ou psicológica do transtorno.  Russel em 1970 e 1977 tenta mostrar a relação entre as teorias biológicas da origem da doença com as psicológicas e sociológicas, e chegou as seguintes conclusões:

  • O transtorno psíquico provoca a diminuição da ingestão de alimentos e a perda de peso
  • A perda de peso é a causa do transtorno endócrino
  • A desnutrição piora o transtorno psíquico
  • O transtorno psíquico também pode agravar de maneira direta a função hipotalâmica e produzir amenorreia
  • É provável que exista uma relação entre um transtorno do controle do hipotálamo na ingestão e na recusa da alimentação, característico da anorexia
  • O transtorno hipotalâmico poderia alterar as funções psíquicas, gerando atitudes anômalas frente ao alimento, imagem corporal e sexualidade.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Recusa Alimentar

recusa alimentar
Se uma criança parar de comer, não quer dizer que ela esteja com um distúrbio alimentar, mas na dúvida ela pode ser levada ao médico. Algumas dicas para que a criança continue se alimentando e não fique doente e é claro não tenha um distúrbio alimentar:
  • Respeitar o direito da criança  de ter preferências e aversões;
  • Oferecer os alimentos em quantidades pequenas para encorajar a criança a comer, pois é comum às mães oferecerem mais comida do que a criança consegue assimilar;
  • Não forçar, ameaçar punir ou obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas e agrados, atitudes que reforçam a recusa alimentar e desgastam pais e filhos;
  • Não utilizar técnicas do famoso “aviãozinho ou trenzinho”; pois, desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos;
  • Não demonstrar irritação ou ansiedade no momento da recusa alimentar. A criança deve sentir-se confortável no momento da refeição;
  • Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições, evitando a oferta de alimentos a todo o momento;
  • Apresentar pratos agradáveis com textura própria para a idade, evitando a monotonia alimentar, pois interfere de modo significativo na formação do hábito alimentar da criança;
  • Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável sem ruídos, ou algo que possa distrair a atenção da criança;
  • Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato pode incentivar a criança a comer.
  • Respeitar oscilações passageiras do apetite, as quais ocorrem normalmente em todos os indivíduos;
  • Não disfarçar os alimentos, para que a criança saiba o que esta’ comendo, favorecendo o aprendizado e a identificação de texturas e sabores;
  • Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume e a freqüência, uma vez que líquidos suprem a sensação de fome.
  • Não faça cerimônias para a criança comer.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Formas de Anorexia Infantil

recusa alimentar
A anorexia infantil pode ser de duas formas:

1º) Anorexia que surge, a criança apresenta apavoramentos diante da comida e recusa se alimentar, pode apresentar também insônias, comportamentos bizarros, isolamento.

2º) Anorexia criada, este tipo pode começar nos primeiros meses de vida da criança e permanecer por muito tempo, inclusive anos. Os pais tentam de tudo para fazer a criança comer, mas ele não tem apetite por estar doente, por estar nascendo os dentes e assim o ato de comer torna-se um trauma um momento torturante para a criança e ela acaba se tornando uma criança muito sensível, onde não se sente bem em estar junto com outras pessoas, sente muito medo e precisa estar sempre no colo dos familiares , mas ainda pode ocorrer de ela não querer ser pega no colo por ninguém , ficar uma criança rebelde.

Pode ocorrer de a anorexia infantil transformar-se em obesidade próximo aos sete anos de idade devido o medo da morte por parte dos pais e da criança devido ela se alimentar pouco. Por isso os pais devem deixar as crianças a vontade para comer e se for necessário tirar duvidas busque auxilio médico e psicológico.