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sábado, 1 de abril de 2017

Atenção Profissional

pacienteO paciente com anorexia frequentemente é levado à atenção profissional por membros da família, após a ocorrência de uma acentuada perda de peso ou fracasso da família em tentar fazer o mesmo ganhar peso, pois por conta própria o paciente não irá, pois não tem consciência e não acredita estar doente, raramente se queixará da perda de peso

Se o paciente buscar auxílio por conta própria, isto ocorrerá em razão do sofrimento psicológico e sequelas físicas do tipo muita dor não aguento mais!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Evitando o distúrbio

cozinhar
Raramente o paciente com anorexia reconhece o seu distúrbio alimentar e não procura ajuda, portanto dependerá sim dos familiares e amigos para chegar até um profissional. Já foi comprovado que o paciente que tem o apoio familiar durante o tratamento tem mais chances de se recuperar. Além da família e amigos o tratamento geralmente inclui um psicólogo, um psiquiatra, o médico e nutricionistas. 

Tente evitar o distúrbio alimentar, inclua sempre na sua família bom hábitos alimentares. Escolha alimentos saudáveis, em vez da preocupação com os resultados da balança. Experimente também alimentos diferentes, prepare as refeições em família, convide seus filhos para lhe ajudar. Encare o preparo da alimentação e também o consumo como algo normal e divertido.

Desenvolva a sua autoestima e confiança na sua imagem corporal, pois os jovens necessitam de se sentir seguros de si e do mundo ao seu redor, trabalhe estes valores, vai ser útil na sua vida e na vida deles.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Desnutrição e Recuperação

desnutriçãoPara identificar desnutrição na criança em razão da anorexia, é feita por um médico a verificação de sinais nos tecidos epiteliais, como pele, olhos, cabelos e mucosa bucal. O exemplo destes sinais são sangramento gengival, gengivite, cabelos quebradiços e finos, apatia e excesso de sono.

Para auxiliar, também é feito levantamento de toda a história alimentar da criança: quais e como são oferecidos os alimentos, qual o intervalo entre as refeições, quem alimenta a criança, como ocorreu a amamentação e o desmame, quando e como foi notado o início do problema.

É observado pelo médico durante a consulta o peso, altura, medidas da criança e como é seu relacionamento com a família, pois o que ocorre hoje em dia é que os pais e a família em geral deixam os momentos de ansiedade, tensão e stress para a hora da alimentação.

Os pais não entendem que a razão da anorexia pode ser emocional, solicitando ao médico substâncias conhecidas como "estimulantes do apetite". Muitas vezes, essas drogas agem como tranqüilizante de uma mãe aflita, melhorando a relação entre ela e a criança, tendo como conseqüência o aumento do apetite da mesma. Só que pode ser uma ação transitória, já que as causas fundamentais prevalecem. 

Um tratamento para anorexia infantil busca principalmente recuperar o prazer da criança em se alimentar além de recuperá-la nutricionalmente é claro. Em situações extremas, como problemas graves na dinâmica familiar ou distúrbios emocionais sérios na criança, há a necessidade de encaminhamento a um
psicoterapeuta.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Recusa Alimentar

recusa alimentar
Se uma criança parar de comer, não quer dizer que ela esteja com um distúrbio alimentar, mas na dúvida ela pode ser levada ao médico. Algumas dicas para que a criança continue se alimentando e não fique doente e é claro não tenha um distúrbio alimentar:
  • Respeitar o direito da criança  de ter preferências e aversões;
  • Oferecer os alimentos em quantidades pequenas para encorajar a criança a comer, pois é comum às mães oferecerem mais comida do que a criança consegue assimilar;
  • Não forçar, ameaçar punir ou obrigar a criança comer, assim como não oferecer recompensas e agrados, atitudes que reforçam a recusa alimentar e desgastam pais e filhos;
  • Não utilizar técnicas do famoso “aviãozinho ou trenzinho”; pois, desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos;
  • Não demonstrar irritação ou ansiedade no momento da recusa alimentar. A criança deve sentir-se confortável no momento da refeição;
  • Estabelecer o tempo de duração e os horários das refeições, evitando a oferta de alimentos a todo o momento;
  • Apresentar pratos agradáveis com textura própria para a idade, evitando a monotonia alimentar, pois interfere de modo significativo na formação do hábito alimentar da criança;
  • Durante a refeição, o ambiente deve ser agradável sem ruídos, ou algo que possa distrair a atenção da criança;
  • Participação da criança durante preparo dos alimentos e na montagem do seu prato pode incentivar a criança a comer.
  • Respeitar oscilações passageiras do apetite, as quais ocorrem normalmente em todos os indivíduos;
  • Não disfarçar os alimentos, para que a criança saiba o que esta’ comendo, favorecendo o aprendizado e a identificação de texturas e sabores;
  • Para as crianças que ingerem grandes quantidades de leite, deve-se diminuir o volume e a freqüência, uma vez que líquidos suprem a sensação de fome.
  • Não faça cerimônias para a criança comer.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Tratamento: Anorexia e Bulimia

O primeiro passo a seguir é reconhecer que a doente tem anorexia ou bulimia, o mais rápido possível. Depois, há que consultar ou psiquiatra ou um psicólogo, de preferência numa consulta especializada, porque estas perturbações podem levar à morte. O médico de família também deve ajudar no apoio psicológico e psiquiátrico.

Se achas que tens uma destas perturbações, podes recorrer ao GAPA (Gabinete de Apoio Psicológico e Aconselhamento). A informação é toda confidencial, e o aconselhamento será feito da forma mais rápida possível. Este passo é essencial para o tratamento.

Eis um comentário de uma bulímica de 17 anos:

“A vontade que tenho de me curar é grande (mas também já foi maior), mas a voz da Mia consegue ser superior! A realidade é que a Mia vai-me acompanhar sempre e que talvez eu nunca me vou conseguir curar, não assim, não sem uma ajuda maior!” Ela também se descreve como “ gorda, paranóica e complexada”, e também que “Já que com a Mia não deu certo que venha a Ana!” Este é um dos milhares de exemplos que podem ser encontrados na Internet.

Para quem ficou com dúvidas, as adolescentes que sofrem de anorexia e bulimia chamam-se Ana e Mia, para a anorexia e a bulimia, respectivamente, uma às outras. Este comunidade é cada vez maior, é muito oculta e não deixa entrar quem esteja contra elas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Depoimento: fortes crises

Tenho 24 anos, este ano terminei o meu curso, tenho uns pais que me adoram, amigos que me adoram, sou era. . . ) linda, tenho tudo para ser feliz. Mas não sou. Tenho 1, 74m e peso 49kg, há mais ou menos 4 anos que alterno entre crises de anorexia e de bulimia. As coisas nunca tinham chegado ao ponto em que se encontram agora, ando a dar em doida, a comida tornou-se no meu pesadelo. Como, como, como e depois vomito tudo de seguida, se por algum motivo não o faço, deixo de comer nos dias seguintes até me sentir "magra" novamente. Preferia voltar à anorexia, pelo menos não passava por o que ando a passar. . . A minha mãe ao início culpava-me por o que faço mas agora já fecha os olhos e reza para que eu decida ir a um médico. Não o vou fazer, só a idéia de engordar ou comer o que quer que seja e depois não vomitar causa-me nojo. Eu sei bem que sou paranóica, doente e que neste momento já perdi muitas coisas e muitas pessoas devido a esta obsessão mas não a consigo deixar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Depoimento: perigo para o bebê

Olá, descobri o site de vcs hj e resolvi contar o drama que estou passando, para que possa ajudar outras pessoas. . . Tenho uma sobrinha, hoje com 17anos, grávida de 17 semanas. Extremamente depressiva, desde criança, sempre foi uma criança considerada magra, comia pouco e quando exagerava, o vômito era inevitável. Até nove anos, era uma criança feliz, após esse período, sua mãe casou novamente, e ela não aceitando tal fato tornou-se uma pré adolescente e adolescente extremamente revoltada, com desvios de conduta sérios, porém controlada com anti-depressivos. Quando fez 17 anos, em junho do ano passado, pesava 50kg, peso normal para os seus 1, 54m de altura. Depois disso, começaram transtornos alimentares. . . até dezembro, perdeu 4 kg, pesando 46kg, quando descobriu sua gravidez, indesejada. . . Aparentemente ela aceitou a gravidez, porém, com o início do pré natal, começamos a observar que algo estava errado. Perdeu mais peso ainda, que ela justificava ser por que estava enjoada de cheiros e não conseguia comer. Veio morar comigo então nessa época. . . comecei a proporcionar alimentos hipercalóricos, para ver se a situação revertia. . . Ela colocava comida no seu prato, como uma pessoa normal, eu acreditava que estava se alimentando bem, só estranhava que ela demorava demais para comer, esperava todos saírem da mesa. . . achava nojentos talheres e pratos, sempre achando uma mancha que dizia ser sujeira. Hoje, em consulta ao obstetra, verificamos que está pesando 38kg. . . isso para mim foi muito complicado. . . ela não admite que não come, mas chegando em casa, vasculhando as coisas dela, verifiquei alimentos petrificados escondidos no seu quarto, dentro da churrasqueira e em cantos do jardim! Jamais admite estar doente, mas percebi que ela provoca vômitos, quando se alimenta. . . essa situação me apavora, mais ainda, ela não consegue perceber que além de estar se prejudicando está colocando em risco também a saúde do seu bebê. O médico solicitou que eu a policie até segunda feira, após a Páscoa, e a partir de então iremos interná-la para fazer acompanhamento psiquiátrico e alimentá-la com soro e sonda se realmente ela continuar perdendo peso. Quando tiver novidades, escrevo p vcs e peço a gentileza que me ajudem como lidar com essa situação. perguntem a vontade, se possível, farei um relatório semanal sobre os acontecimentos que se seguirem.