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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Crianças Seletivas


Na medida que as crianças vão crescendo começam a atingir maturidade e explorar o seu espaço para conhece-lo. O seu desenvolvimento está relacionado ao aumento da sua autonomia e o processo de socialização, assim a alimentação, que até então era a principal fonte de prazer, passa a um plano secundário. 

Algumas crianças tem o comportamento alimentar seletivo, crianças com esta característica, apresentam um consumo limitado de alimentos e isso não quer dizer que estão doentes. A dieta dos seletivos é baseada em carboidratos e produtos lácteos. É comum observar que, muitas destas crianças só aceitam a alimentação se esta tiver uma determinada técnica de preparo e apresentação ou comem só em um tipo de prato sem misturar as preparações bem como consumir apenas uma determinada marca, mediante o reconhecimento do rótulo.

Foi realizado um estudo na Universidade do Tennesse, com crianças de 24 a 36 meses, de níveis socioeconômicos distintos, com o propósito de verificar a hipótese de que crianças seletivas possuíam consumo alimentar menor do que as não seletivas . Este estudo demonstrou que ambos os grupos apresentaram inadequação quanto ao consumo de cálcio, zinco, vitaminas D e E. Com relação à ingestão energética média, constatou-se que não houve diferença significativa; 1472 Kcal para não seletivos e 1468 Kcal para seletivos. Outro achado interessante neste estudo refere-se ao comparativo de peso e estatura, visto que não houve diferenças nos parâmetros de crescimento. Todos se encontravam mantendo velocidade de crescimento adequado, apesar das mães das crianças seletivas acharem que seus filhos tinham algum comprometimento da saúde.

crianças seletivasEm virtude disto, é preciso distinguir as crianças que comem pouco e/ou são seletivas daquelas que realmente apresentam critérios diagnósticos da anorexia. Alguns dos mecanismos que participam do desenvolvimento deste quadro são: dor crônica, depressão, ansiedade, hipogeusia (sensibilidade diminuída do paladar), hiposmia (diminuição do olfato), náuseas, saciedade precoce e funcionamento inadequado do trato gastrointestinal. Enquanto a seletividade não pode ser classificada como uma desordem alimentar clássica e sim como uma manifestação de protesto e oposição da criança aos pais.

Outro fator relevante é a organização da rotina da criança, a influencia do horário escolar pode em determinadas situações, prejudicar a aceitação das refeições. Estudos sobre o horário e o tempo de duração das refeições revelam que 33% das crianças não estão com fome no momento da refeição. No caso das crianças seletivas, este índice é de 52%. Com relação à durabilidade desta, os seletivos demoram mais para se alimentar sendo em torno de 23,3 minutos do que os não seletivos que levam 19,7 minutos.

O conflito de pais e filhos inicia quando a criança deseja algo e seus pais são quem determinam a quantidade e a qualidade dos alimentos a serem consumidos. Parece que tanto a mãe como o filho elegem o momento da refeição como a hora ideal para mostrar seus conflitos, angustias e dificuldades, instalando um ciclo vicioso, onde a criança tenta exercer com seu comportamento, um tipo de domínio sobre a situação e a família. Estudos apontam que muitos dos problemas alimentares não dizem respeito ao ato de alimentar em si, mas são decorrentes de conflitos oriundos de relações intra familiares.

Existem evidências de que as crianças são capazes de ajustar a ingestão de alimentos. O clássico estudo de Clara Davis, realizado em 1930, tinha a seguinte proposta: as crianças “sabem” o quanto precisam comer? Esta foi uma pergunta que Davis tentou responder com os estudos sobre auto-seleção alimentar, realizada com crianças entre 2 e 5 anos de idade, na ausência da intervenção adulta. Esta pesquisa pioneira leva-nos a sugerir que as crianças possuem uma capacidade inata de regular o consumo alimentar e conseqüentemente são capazes de manter o crescimento e a saúde.

A crença dos pais de que as crianças são incapazes de regular sua ingestão alimentar, estimula a preocupação, a ansiedade e a intervenção dos mesmos, que recorrem ao emprego de estratégias coercitivas e controladas na alimentação da criança. Desta maneira, é válido ressaltar aos responsáveis que, as crianças nascem com instinto de sobrevivência / preservação. Ou seja, a criança se alimenta impulsionada por dois estímulos: a necessidade do organismo e a sensação de fome.

Como a maioria dos problemas alimentares não se limita apenas a criança, mas trata-se de um problema familiar, a avaliação e o tratamento da queixa a criança que não come deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar. A intervenção visa tranqüilizar os pais, sanando dúvidas e diminuindo a ansiedade; e promover a modificação no comportamento alimentar da criança, tornando o momento da refeição, natural, descontraído e prazeroso para todos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Lucas


juntos  vamos vencer
Oi Lucas

O Lucas deixou seu depoimento  no blog. Lucas quero lhe parabenizar  por ter entrado em contato, pois é mais um passo que mostra que você quer vencer esta doença.

Para enfrentar seu medo eu sei não vai ser fácil, mas você vai ter que lutar contra seu corpo. Pense que você quer viver , que você quer ficar bem e só você pode fazer isso por você mesmo. Quanto aos seus pais é normal eles ficarem assim, pois estão preocupados com você  e podem estar lhe criticando com objetivo de fazer  você melhorar, talvez nem percebam que podem encomodar você ou lhe machucar.

Pode  ficar  tranquilo você não está sozinho nesta luta  adicione no msn disturbioanorexia@hotmail.com para mantermos contato.Com ajuda de amigos, da sua família e principalmente a sua vontade de vencer... acabará com este pesadelo que estás passando.

Até breve...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Meu filho não come


neofobia
Há reclamaçoes  diárias em consultorios médicos de pais em relação a crianças que não se alimentam. Pesquisas americanas  demonstraram que  25% das crianaças  podem ter um disturbio alimentar, podendo aumentar para 80% em razão de comportamentos aprendidos, como por exemplo usar recompensas se o filho comer tal alimento. 

Sabe-se que é normal algumas crianças comerem menos, não é por isso que os os pais  vão fazer a mesma ingerir alimentos a força, isso pode virar um ritual comprometendo os hábitos alimentares.Isso pode acontecer em razao da  neofobia que é  o medo de consumir novos alimentos, por exemplo quando bebê a alimentação era em maiore quantidade com o leite materno agora  que esta crescendo diminuiu um pouco as quantidades ingeridas , isso é normal não há o que os pais se preocuparem. O que não deve ser permitido é que o filho diga que não gosta de tal alimento antes de experimenta-lo, mas também não precisa  insistir a todo momento .

Segundo Camila Leonel Mendes de Abreu e Mauro Fisberg foi realizado um estudo sobre o aspecto psicológico da queixa materna “meu filho não come”, revelando que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em isto é se é nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança; sendo que 40% das mães demonstraram sentimentos de rejeição, culpa e dificuldades em sintonizar-se com filho, enquanto 38% das crianças apresentaram baixa auto-estima, pouca vitalidade e fraco vínculo com a mãe. Foi percebido também que as mães de filhos anoréxicos possuíam insegurança referente aos cuidados da alimentação da criança.

A participação das mães no processo alimentar da criança é muito importante, mas dependendo de suas atitudes podem gerar conseqüências para criança. Mães com histórico de depressão ou transtornos alimentares, também mães e pais muito exigentes na alimentação tendem a ter filhos com transtornos alimentares. É  importante  também avaliar a relação da família com a criança, pois sabe –se que uma criança com falta de afeto não se alimenta.

Neste sentido apresentado a recusa alimentar é normal desde que não haja desnutrição.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Teorias

O termo anorexia vem do grego e significa falta de apetite, então este termo é errado, pois anoréxicos muitas vezes sentem fome e procuram negá-la por meio de desculpas, como não estou me sentindo bem, estou com dor de estomago etc.. Às vezes é muito difícil agüentar a fome, mas eles fazem o possível e o impossível para resistir.

A síndrome foi identificada como entidade clínica em 1868, por Gull e Lasígue, apesar de em 1694 ter sido descrito por  Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorrência de um medo mórbido de ganhar peso.

A comunidade científica trata a anorexia nervosa como sintomas do inconsciente da cultura contemporânea. Na realidade, é uma perturbação significativa na auto-percepção da forma e ou do tamanho do corpo, é uma visualização distorcida diante do espelho.
pesadelo
As teorias psicológicas tentam compreender como se dá a relação do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo qual as anoréxicas pensam, sentem e se comportam.  

A visão psicanalítica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise que diz que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicológicos são conflitos, em geral entre os desejos do próprio indivíduo e os limites do ambiente e da sociedade.

 Anoréxicas e bulímicas passam, ao longo da vida, por diversas experiências de conflito e sofrimento psíquico em aceitar a si próprias e às suas necessidades básicas como a de precisar de alimento, seja em relação às expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender como, por exemplo, familiares. Contudo, para explicar por que problemas emocionais vão se refletir na alimentação é preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na infância. Ele dividiu em diversas etapas este desenvolvimento, no qual a criança vai descobrindo, em si mesma fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos. A primeira dessas etapas é a chamada fase oral, na qual a criança, a partir do contato com o seio materno, associa a obtenção de alimento com o contato afetivo e o prazer.
 
Ao se entrar em contato com uma paciente anoréxica ou bulímica, percebe-se que o mais importante é que ela descubra qual é o significado muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante.           
 
A também a visão cognitivista se baseia em outra teoria, a de que as idéias do indivíduo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experiências que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada aparência, não fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Outras pensam estou bem assim como estou  então porque vou comer aquela comida que só vai me engordar ?

Há varias teorias e estudos sobre a anorexia mas só quem passa por ela e também por um tratamento descobre realmente porque ela surgiu na sua vida. Descobre também que ela pode ir e voltar . Infelizmente !

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Emoção nas Crianças


Crianças, EmoçãoPais deixem as crianças viver a infância ! Isso mesmo fazer criancices é claro cuidem para elas não se machucar fisicamente.  A emoção delas irá se desenvolver de acordo com o que ela vive no dia a dia, não trate ela como um adolescente ou um adulto, pois quando ela for adolescente ou adulta a infância vai lhe fazer falta e vocês sentirão e verão as consequências. 

Sim a infância vai lhe fazer muita falta, pois ela se sentirá excluída quando estiver entre outras pessoas. Ela se sentirá  diferente e poderá pensar eu nunca passei por isso percebendo que não sabe se comportar diante de tal situação e isso pode fazer com que ela desenvolva um distúrbio alimentar como a anorexia.

Como dizia uma amiga: Criança é Criança e tem que viver a sua vida de Criança, pois essa é uma das fases que ela deve ser muito feliz para que possa construir o seu futuro com otimismo e alegria e poder reconhecer os sentimentos. Não ‘corte’ parte da vida de seus filhos , deixem eles evoluir naturalmente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pós Parto

depressao pós partoÉ importante compartilhar o depoimento postado em Depoimento: Depressão Pós Parto:

minha história é idêntica a d cima, dpois d 15 dias q minha bebe tinha nascido minha pressão subiu, dpois procurei um cardiologista e não havia nada d errado comigo. minha bebe já esta com 6 meses e sofro com crises d ansiedade ,d choro,falta d apetite,aperto no peito,pensamentos negativos,medo entre outros. ainda não procurei ajuda a um psiquiatra,achei q com o tempo resolveria sozinha,mas não to agüentando mais, to sofrendo muito,ontem msm fui parar no medico com outra crise e ela me disse q era para eu procurar um acompanhamento psiquiátrico e procura minha ginecologista para começar o desmame assim vou poder tomar certos medicamentos.amanha msm vou começar a procurar ajuda,eu qro ser feliz e espero q td dê certo,e se Deus quiser vai!

É importante o acompanhamento psiquiatrico, pois a depressão pode levar a um disturbio alimentar como a anorexia.

Se você tiver fé em Deus e acreditar em você tudo vai dar certo. Faça isso pelo amor a sua filha e o que precisar conte com o Blog. Obrigada por compartilhar seus sentimentos, pode ter certeza que vai motivar outras pessoas a procurar ajuda também.

Mande notícias e tudo de bom.

domingo, 18 de março de 2012

Crianças

balança, pesoA anorexia infantil é incentivada pela mídia sim, principalmente as meninas, pois elas são incentivadas a se vestir como mulheres chiques, a dançar como bailarinas e, sonham em ganhar dinheiro como modelos, todos os exemplos de mulheres sempre muito magras e famosas, o que pode dar a impressão de que é preciso ter um corpo magro para fazer sucesso.

Hoje já são vistos muitos casos que envolvem meninos, os pediatras têm diagnosticado a Anorexia em muitos garotos que contam, ter iniciado o regime para poder melhorar seu desempenho nos esportes.

Além destes fatores a genética também pode estar associada. O que se está vendo é que cada vez mais cedo as crianças estão desenvolvendo anorexia. Isso é um fator preocupante. Senhores pais fiquem atentos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Chá em Colherinhas

Isabelle CaroUma reportagem do jornal espanhol "El País", publicada em 2007, conta que Isabelle Caro tinha uma dieta singular: um pouco de líquido, chocolate e bolinhos de morango.

Ela disse ao jornal: Esperava com impaciência às 5h da manhã, hora em que me concedia o direito de beber uns golinhos de Coca Light e duas xícaras de chá, que degustava em um tipo de ritual eufórico, com a ajuda de colherinhas, as menores que encontrei no supermercado.

Ela não tinha mais o controle sobre a doença e devido o seu grande sofrimento ela só queria sensibilizar as mulheres sobre essa ameaça, que pesava sobre sua vida desde que ela tinha 13 anos e que a levou a pesar 25 quilos com 1,64 m de altura.

Hoje ela não está mais aqui. Você vai querer terminar assim também ?

domingo, 4 de março de 2012

Bebês

técnica de relaxamento na EuropaBebês também podem sofrer de anorexia. E geralmente é por um problema psicológico. Os recém nascidos, que são agitados e nervosos, muitas vezes tendem a adquirir a doença. Também pode ocorrer à doença nos bebês em que as mães têm depressão pós parto.

Para amenizar a situação a mãe deve manter a calma, conversar muito com o bebê, falar baixo, e pedir para que todos na família hajam da mesma maneira. Lembrando que para a mãe cuidar melhor de seu bebê ela também precisa de cuidados e deve estar sempre tranqüila e relaxada.

Para acalmar o bebê, faça massagens delicadamente antes do banho, use óleo infantil se o bebê tiver mais de três meses e tenha um toque suave, mesmo que o bebê chore. Uma nova técnica utilizada na Europa promete benefícios satisfatórios ao bebê, eles relaxam em baldes com água, estes são próprios para banhos de bebês num processo que alivia cólicas e acalma o estado nervoso do bebê.

Ainda pode acontecer de alguns bebeê desenvolverem doença na hora da mudança de alimento, geralmente quando deixam o peito da mãe ou mamadeira, rejeitam a nova alimentação e recusam a papinha. Continue insistindo, só não force a criança a comer mais do que pode agüentar, ou alimentos não adequados para a sua idade, este tipo de atitude resultará numa falta de apetite mais prolongada.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Refletindo com Isabelle Caro

o fimQuando em vida Isabelle comentou que sua anorexia foi um fator psicológico e que pode ter sido causado por sua mãe que era possessiva e que a teria feito viver reclusa em um chalé, dos 4 aos 11 anos, com ela e o padrasto.

Pensando em nossa vida percebemos que atitude de muitos pais às vezes pode prejudicar o filho, mas na maioria das vezes eles sempre têm a intenção de ajudar e proteger o filho.

Se você perceber que algo está errado na sua vida procure ajuda ou tente falar com seus pais...

Mas não entre para este mundo da anorexia. Você pode não sair dele como aconteceu com Isabelle.