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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Meu filho não come


neofobia
Há reclamaçoes  diárias em consultorios médicos de pais em relação a crianças que não se alimentam. Pesquisas americanas  demonstraram que  25% das crianaças  podem ter um disturbio alimentar, podendo aumentar para 80% em razão de comportamentos aprendidos, como por exemplo usar recompensas se o filho comer tal alimento. 

Sabe-se que é normal algumas crianças comerem menos, não é por isso que os os pais  vão fazer a mesma ingerir alimentos a força, isso pode virar um ritual comprometendo os hábitos alimentares.Isso pode acontecer em razao da  neofobia que é  o medo de consumir novos alimentos, por exemplo quando bebê a alimentação era em maiore quantidade com o leite materno agora  que esta crescendo diminuiu um pouco as quantidades ingeridas , isso é normal não há o que os pais se preocuparem. O que não deve ser permitido é que o filho diga que não gosta de tal alimento antes de experimenta-lo, mas também não precisa  insistir a todo momento .

Segundo Camila Leonel Mendes de Abreu e Mauro Fisberg foi realizado um estudo sobre o aspecto psicológico da queixa materna “meu filho não come”, revelando que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em isto é se é nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança; sendo que 40% das mães demonstraram sentimentos de rejeição, culpa e dificuldades em sintonizar-se com filho, enquanto 38% das crianças apresentaram baixa auto-estima, pouca vitalidade e fraco vínculo com a mãe. Foi percebido também que as mães de filhos anoréxicos possuíam insegurança referente aos cuidados da alimentação da criança.

A participação das mães no processo alimentar da criança é muito importante, mas dependendo de suas atitudes podem gerar conseqüências para criança. Mães com histórico de depressão ou transtornos alimentares, também mães e pais muito exigentes na alimentação tendem a ter filhos com transtornos alimentares. É  importante  também avaliar a relação da família com a criança, pois sabe –se que uma criança com falta de afeto não se alimenta.

Neste sentido apresentado a recusa alimentar é normal desde que não haja desnutrição.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Teorias

O termo anorexia vem do grego e significa falta de apetite, então este termo é errado, pois anoréxicos muitas vezes sentem fome e procuram negá-la por meio de desculpas, como não estou me sentindo bem, estou com dor de estomago etc.. Às vezes é muito difícil agüentar a fome, mas eles fazem o possível e o impossível para resistir.

A síndrome foi identificada como entidade clínica em 1868, por Gull e Lasígue, apesar de em 1694 ter sido descrito por  Richard Morton, que relatava um emagrecimento auto-induzido em decorrência de um medo mórbido de ganhar peso.

A comunidade científica trata a anorexia nervosa como sintomas do inconsciente da cultura contemporânea. Na realidade, é uma perturbação significativa na auto-percepção da forma e ou do tamanho do corpo, é uma visualização distorcida diante do espelho.
pesadelo
As teorias psicológicas tentam compreender como se dá a relação do ser humano com o alimento e a forma corporal, bem como de que forma isso poderia se relacionar com o modo pelo qual as anoréxicas pensam, sentem e se comportam.  

A visão psicanalítica se formou, a partir dos estudos e teorias de Sigmund Freud, o criador da Psicanálise que diz que a causa da maioria dos problemas e sofrimentos psicológicos são conflitos, em geral entre os desejos do próprio indivíduo e os limites do ambiente e da sociedade.

 Anoréxicas e bulímicas passam, ao longo da vida, por diversas experiências de conflito e sofrimento psíquico em aceitar a si próprias e às suas necessidades básicas como a de precisar de alimento, seja em relação às expectativas de outras pessoas, as quais buscam atender como, por exemplo, familiares. Contudo, para explicar por que problemas emocionais vão se refletir na alimentação é preciso recordar outra das teorias de Freud, a respeito do desenvolvimento afetivos e sexual, que se inicia na infância. Ele dividiu em diversas etapas este desenvolvimento, no qual a criança vai descobrindo, em si mesma fontes de sentimentos prazerosos e desprazerosos. A primeira dessas etapas é a chamada fase oral, na qual a criança, a partir do contato com o seio materno, associa a obtenção de alimento com o contato afetivo e o prazer.
 
Ao se entrar em contato com uma paciente anoréxica ou bulímica, percebe-se que o mais importante é que ela descubra qual é o significado muitas vezes inconsciente e desconhecido para ela do seu sintoma e como isso pode ser integrado e vivido de forma menos angustiante.           
 
A também a visão cognitivista se baseia em outra teoria, a de que as idéias do indivíduo influenciam a sua afetividade. No caso da Anorexia Nervosa e da bulimia nervosa, pessoas com esses tipos de problema teriam originalmente experiências que as fizeram pensar que somente se sentiriam melhor ou mais valorizadas se tivessem determinada aparência, não fossem obesas e para tanto tivessem que praticar dietas e comportamentos purgativos. Outras pensam estou bem assim como estou  então porque vou comer aquela comida que só vai me engordar ?

Há varias teorias e estudos sobre a anorexia mas só quem passa por ela e também por um tratamento descobre realmente porque ela surgiu na sua vida. Descobre também que ela pode ir e voltar . Infelizmente !