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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Depoimento: Sozinha Impossível

Oi, tenho 13 anos e tenho anorexia desde os 11, tenho 1,50 de altura e peso hoje 38 quilos mas já cheguei a pesar 35! Eu, na verdade nunca fui gorda, mas sempre quis ser magérrima, me achava feia, tinha peitos e quadris enormes!!! No início da minha doença eu apenas fiz uma dieta prescrita por uma endocrinologista, com 1.200 calorias ao dia, mas fui diminuindo cada vez mais minhas refeições, até chegar ao ponto de não comer nada o dia todo. Meu pai, havia morrido um ano antes de eu desenvolver a doença. Era filha única. Minha mãe trabalhava o dia inteiro e eu ficava o dia inteiro sozinha dentro de casa e pensava que se eu fosse mais bonita, minha mãe iria gostar mais de mim... então resolvi ir ao endocrinologista. Quando minha mãe descobriu a doença eu pesava 36 kg, mas até resolver me levar ao médico já havia emagrecido mais 1kg, ficando com 35kg. Fiquei internada por 1 mês recebendo soro, engordei 4kg!!! Fui para casa prometendo fazer a dieta prescrita pelo nutricionista, mas tive muitas recaídas, chegando a pesar novamente 35kg!!!! Essa doença é um pesadelo!!! Eu não consigo comer!!! Penso que consigo sozinha, mas é impossível!!!! Hoje estou em uma nova crise, mas sinto que não é minha culpa, mas da sociedade e essa mania de magreza. Mas tomara que eu me cure, por mais que meu médico fale que essa doença me perseguirá para o resto da minha vida.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Critérios Diagnósticos

Em 1970 se estabelece uma caracterização positiva, no sentido de que o reconhecimento dos critérios permite fazer o diagnóstico da doença:

a) A conduta do paciente leva a uma perda de peso pronunciada.

b) Há um transtorno endócrino, que se manifesta clinicamente pela interrupção da menstruação (nos homens há perda de apetite sexual).

c) Há uma psicopatologia caracterizada por medo mórbido de engordar.

OBS: A anorexia pode não ser percebida em suas fases iniciais, porque começa frequentemente com uma dieta inocente. Segue-se uma hiperatividade, com exercícios físicos exagerados. Há anoréxicos que chegam a "malhar" três horas seguidas por dia, num esforço de queimar calorias, a fim de perder peso. No caso de homens, muito mais raro, eles tendem a praticar esportes pesados, como levantamento de pesos. Acontece às vezes de a doença não ser percebida pela família mesmo nos estágios mais avançados, porque a anoréxica geralmente prefere vestir roupas muito largas.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Depoimento: Será ?

Oi. meu nome é Maisa eu tenho 13 anos, e não sei se eu tenho anorexia por isso estou aqui a quase dois meses eu estou fazendo um regime e já emagreci 6 kg e estou muito feliz mais o resultado não está visível e então eu sinto a nescessidade de continuar a emagrecer acho que é pelo fato do meu grande sonho de ser modelo hoje em dia a minha alimentação é a base de um caderninho aonde eu anoto tudo o que eu como nesta última semana eu tenho tomado quatro copos de vitamina de maçã banana e leite desnatado dois de manhã pra não sentir muita tontura e dois à noite pro meu estômago não roncar e acho que estou comendo d+ as vezes eu como algumas bolachas de água e sal porque ultimamente eu não tenho feito coco acho que é porque não tem muita coisa no estômago mais só que quando eu como as bolachas de sal me sinto muito culpada e sinto vontade de chorar minha mãe fica em cima falando que eu estou com depressão querendo me levarem psicólogos bem mais eu já tive depressão quando meus pais se separaram bem mais em cima é apelido perto do que a minha mãe faz agora que eu estou escrevendo isso eu estou disfarçando pra ela não ver eu não sinto mais vontade de sair com minhas amigas eu fui me afastando tanto delas que agora eu só tenho uma amiga eu nunca fiquei com nenhum garoto e tenho vergonha de me aproximar daquelas meninas mais experientes nesse assunto é como se elas cobrassem isso de mim eu sempre sonho com garotos bonitos de filmes americanos em que eu era a loirinha magra de que todos gostavam agora eu só queria saber se eu tenho anorexia nervosa porque eu não posso comer absolutamente nada porque eu me sinto muito culpada e até mesmo quando eu como uma fruta eu me sinto muito gorda agora eu estou com 49kg mais não parece as vezes da vontade de morrer por ter um corpo feio igual ao meu; eu só queria ser uma modelo famosa e sair dessa cidadezinha que eu moro será que é pedir muito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Doença Mental

É a deliberada perda de peso ou a manutenção em níveis abaixo do recomendável por vontade própria. A perda de peso pode ser pela abstenção de alimentos "que engordam", com regimes, com o uso de inibidores do apetite, com purgantes ou diuréticos, induzindo vômitos ou praticando exercícios pesados. A pessoa com este problema adota todo um comportamento direcionado para o emagrecimento e sofre de um verdadeiro pânico de engordar. A maioria das doenças faz sua apresentação com sintomas como dores, fraqueza, etc, alertando pacientes e família de que algo anormal está acontecendo e é necessário realizar uma consulta médica. A anorexia nervosa, em troca, costuma ser insidiosa em sua forma de apresentação; os pacientes se propõem a começar um programa de emagrecimento,com uma dieta,acompanhada às vezes de uma aumento de atividade física, e assim começa a perda de peso. Em geral isso provoca bem-estar no paciente e passa desapercebido para a família,como sinal de que algo grave se iniciou. O alarme começa quando a negativa de comer é muito acentuada e o definhar se torna evidente, ou quando aparece a amenorréia. A anorexia é considerada uma doença mental,porém atinge o corpo da pessoa trazendo consequências irreversíveis. Além disso entre as doenças mentais é a que tem a maior taxa de suicídios.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Depoimento: Preciso de ajuda

Olá tenho 16 e já me foi diagnosticada uma doença...anorexia, tenho passado por momentos maus onde desmaio...n me sinto bem...vomito...enfim várias coisas, isto já la vai um ano k tdo me foi diagnosticado, mas agora k tda a gente pensa k já n quero emagrecer nem a minha Psicóloga o pensa ou se o pensa n o diz, eu quero emagrecer porque me acho gordíssima, sempre k tomo banho ou k me vejo ao espelho vejo me gorda vejo banhas em todo o lado so quero emagrecer, tento provocar o vomito mas tenho tanto medo k acabo por não executa-lo...isto esta aki na minha cabeça tenho a cabeça à roda adorava k me pudessem ajudar...! n quero k ngm saiba kem sou

sábado, 24 de janeiro de 2009

História

Nos últimos trinta anos,iniciou um padrão de beleza por trás do padrão de magreza quase esquelética imposto pela mídia estão mensagens do tipo "ser magra é ser bela, portanto, feliz". Esse reducionismo começou com a modelo Twiggy nos anos 60 e ganhou força nos anos 90 com seu clone Kate Moss. Isso ajudou no surgimento dos distúrbios alimentares, entre eles os mais conhecidos são a bulimia e anorexia. Mulheres,ávidas por um corpo esbelto e sem curvas travam uma verdadeira "luta" contra seu próprio corpo na ânsia de emagrecer,mesmo sem necessidade . Apesar de datar da idade média o primeiro caso da doença surgiu em 1694, com uma jovem que teve suas menstruações paradas, sua pele mais flácida e seu rosto empalidecido. Ela não tinha febre, conversava normalmente, porém assemelhava-se a um esqueleto, era muito ativa, não tinha apetite e sua digestão era mínima, apresentando assim características semelhantes a quem sofre da doença atualmente.
Não sou médica ou psicóloga, mas posso dizer que sei muito sobre esse "distúrbio", pois, não só li muito sobre o assunto como atravessei um difícil período de quatro anos com a doença, sabendo como é duro conviver com ela e a curar, ou ao menos, a tratar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Meu Simples Diário

17 de julho : Hoje passei o dia bem. Levantei me achando uma pessoa muito magra. (...) eu acho que todo mundo olha para mim e me acha um esqueleto... Como hoje eu tô vendo o ponto que eu cheguei, mas ao mesmo tempo sinto aquele medo, medo de engordar, medo de ficar muito magra (...) Eu queria morar com meus irmãos e minha mãe lá em Curitiba; não gosto dessa casa e nem daquela vida que eu levava. (...) me sinto infeliz e vazia por dentro quando eu entro dentro de casa. Agora de noite eu tô me sentindo uma feia, uma magricela... Mas aqui dentro de mim, tem ainda aquela angústia, aquele medo.

18 de julho : Hoje o dia foi bom, mas fiquei o dia inteiro pensando no meu corpo. Me achando feia e muito magra. Eu me olhava no espelho e pensava: ‘Olha que ridícula que eu estou, ninguém vai gostar de mim e muito menos querer me namorar. Me arrependi de ter ficado assim... Me arrependi de ter esses problemas. Também estou com muito medo de morrer, pois não estou sentindo meu corpo e meus cabelos estão caindo.

19 de julho : (...) Hoje estou com muito medo de morrer, pois fui pentear meu cabelo e caiu um monte... até me assustei! E eu não estava me sentindo bem (...) Uma vontade de comer, comer e voltar a ser feliz.

20 de julho : Fiquei quase o dia todo (...) fazendo coisas para o aniversário. Comecei a fazer as coisas e já comecei a pensar: ‘Nossa, isso é muito calórico... aquilo engorda!’. Na hora do aniversário, comi um monte de coisa, comi tudo o quê eu queria e não comia a tempo. Eu exagerei (...) Agora estou me achando uma baleia, gorda e feia. Eu quero acordar cedo amanhã e ir me pesar, se eu tiver engordado muito, começo fazer regime. Estou morrendo de medo de engordar. Estou com a “cuca” cheia, só pensando bobeira. Ai! Estou me sentindo cheia, gorda, fofinha... que horrível! Oh Deus... Me ajude a convencer a minha mãe a ir embora para Curitiba. Eu acho que engordei... tô uma baleia. Na minha cabeça está cheia de pensamentos ruins... que eu tô gorda, que eu engordei e só vou engordar daqui pra frente.

23 de julho : Me arrependi tanto de ter comido hoje. Meu pensamento está assim: ‘Se eu engordar, eu prefiro morrer!’.

24 de julho : Hoje estou bem. Estou com 46kg. Estou me achando gorda. Fazer o que?

08 de agosto : Hoje passei o dia viajando (...) Estava muito cansada, nem tive tempo de pensar no meu corpo de tanto estresse que eu estava. Nem tempo de pensar o que eu comi.

11 de agosto : Hoje acordei desanimada, triste. Ontem foi dia dos pais e eu não tenho pai para dizer “Papai, eu te amo”, por isso fiquei triste ontem, e, hoje estou triste por causa que eu queria ir embora ter minha casa. Queria ir embora daqui, não suporto mais viver aqui junto com meus avós (...).

12 de agosto : Hoje acordei bem animada, limpei tudo a casa. Só de noite q eu ue comecei a sentir uma raiva, um medo de jantar. Eu fiquei procurando as coisas para comer, mas tudo que eu via, eu achava que iria engordar. Chorei de tanto medo que eu fiquei. É horrível ter fome e ter medo de comer. Eu quero vencer esse medo, não suporto mais isso... Comi um pouco, mas estou com fome ainda... Mas não vou comer! Tudo para mim engorda.

13 de agosto : (...) Estou com saudade de estudar, só que não tenho coragem agora e também não quero ver meus amigos. De tarde comi um pão caseiro sozinha, não vi nada quando comi... só depois que eu chorei, chorei de medo de engordar... estou morrendo de medo. Discuti um monte com a minha mãe, disse um monte de coisas para ela. Eu não quero ser gorda. (...) Começou tudo de novo, o medo, a angústia, os palavrões, os gritos. Eu não sou assim; o que há comigo? Tô me sentindo uma baleia, gorda, idiota... isso que eu sou. Estou decidida a não comer mais até amanhã a tarde ou até sexta. Estou muito triste, queria ser feliz.

28 de agosto : (...) Acabei comendo um monte de coisa, depois vomitei (...) Queria ter minha casa, minha vida. É tão ruim brigas e doença. Agora estou com medo de comer, medo de engordar... Não sei se eu tô gorda ou magra.

30 de agosto : (...) acordei mal, na verdade eu nem dormi essa noite. Estava com muita falta de ar, com o corpo dormente, parecia que iria travar. Mas passou... Quando foi anoitecendo comecei a me sentir magra demais. Passei a mão no meu corpo e notei que eu estou muito magra.

01 de setembro : (...) À tarde eu estava nervosa com a minha mãe... Acabei fazendo arte, comi, comi e vomitei, depois dormi a tarde inteira e me senti feliz porque eu olhei no espelho e vi que eu não estava gorda. 16 de setembro de 2003: (...) estou pensativa sobre o que eu faço... eu devo comer ou não? Quase que eu não almocei, mas ultimamente eu ando morrendo de fome. Eu não consigo ficar mais sem comer.

20 de setembro : (...) tive uma compulsão e acabei fazendo arte. Foi horrível o medo que eu senti depois que eu comi (...) Fiquei muito envergonhada e triste (...).

24 de outubro : (...) Comi bem hoje, esqueci até o medo, só à noitinha que eu fui me pesar e fiquei quase doida, estou com 48kg (...) bem que poderia existir coisas que não deixasse a gente pra baixo como a balança. Estou pensando em entrar em regime (...).

25 de outubro : (...) Queria parar de pensar nisto, só que não consigo. (...) não consigo pensar em outra coisa a não ser em calorias, comidas, gorduras, gorda e no meu corpo. (...) provoquei vômito, mas não consegui vomitar tudo!

28 de outubro : (...) este medo me deixa angustiada (...).

17 de novembro : Hoje fui consultar com a dra Carolina... Eu queria que ela me passasse um remédio que curasse minha solidão, minha tristeza...”

(Fragmentos do diário de uma adolescente anoréxica de 16 anos)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

História de ex-anoréxica


Quem vê Lauren Bailey hoje, saudável, não imagina o que ela já passou. A anorexia fez com que ela pesasse apenas 30 kg, quase matando-a. Aos 26 anos, Lauren caminhava pelas ruas em um ritmo obsessivo, das 6:00 às 18:00. Como conseqüência, ela passou 18 meses no hospital, buscando todas as alternativas para superar anorexia. Seu processo de cura levou mais de uma década, e agora, livre da anorexia, ela conta sua experiência para os jovens, falando sobre o seu calvário e tentando provar que eles podem dar a volta por cima. Lauren afirmou: "sempre sofri de ansiedade, depressão e transtorno obsessivo compulsivo desde que era criança." "O que desencadeou minha anorexia foi uma combinação de fatores. Eu estava passando pela puberdade aos nove anos, muito cedo, o que me deixou muito mal - porque eu sempre era maior que as outras meninas da minha idade. Me sentia intimidada, porque eu era diferente" "A anorexia se desenvolveu depois que alguém me disse que eu deveria fazer uma dieta. Aos 14 anos eu era muito jovem para pensar nessas coisas. Foi então que comecei a minha obsessão com os exercícios." Lauren começou a caminhar 12 horas por dia, e quando estava em casa, não ficava quieta em seu quarto. Mesmo quando não estava caminhando, ela permanecia a maior parte do tempo de pé.

Lauren afirma que a puberdade precoce desencadeou anorexia

"Eu já estava caminhando pelas ruas às 6:00 da manhã e só parava às 18:00, eu subia e descia qualquer escadas que encontrasse. Hoje não sei como conseguia fazer isso. Acho que era a adrenalina da anorexia". Lauren só entendeu que estava com anorexia após ler um artigo em uma revista. "Eu pensei, oh meu Deus, eu faço todas essas coisas", disse ela. "Sempre pensei que eu estava fazendo a coisa certa. Todo mundo está obcecado por dietas e pensei que estava no caminho certo. Uma das piores fases de Lauren ocorreu em 2004 quando ela tinha 23 anos e pesava 30 kg. Os médicos chegaram a dizer a sua mãe, Alison Williams, que sua saúde mental estava afetada, e que temiam pela vida da sua filha. Em Março de 2006 ela foi novamente hospitalizada. E mesmo, praticamente vivendo num quarto de hospital, Lauren não sossegava e continuava caminhando pelo quarto.

Após meses no hospital, ela finalmente começou a perceber que estava cavando sua própria sepultura. "Eu pensei, eu estou vivendo dentro de um hospital, quando deveria estar lá fora." Lauren finalmente deixou o hospital em agosto de 2007 e, desde então, tem retomado sua vida normal. Embora ela não goste de falar sobre o seu peso atual, basta apenas olhar para ver como ela está saudável. Bem diferente da figura esquelética no auge da sua doença.

"Ainda tenho problemas, mas agora estou gozando a vida. Quero mostrar às pessoas que eles podem vencer a anorexia e reconstruir suas vidas." ...A luta continua!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Depoimento: O que tenho ?

Tenho 18 anos, e faz alguns meses que estou vomitando, não sei o que acontece que eu não consigo ficar com a comida na minha barriga me da um arrependimento de ter comido aí vou corro para o banheiro e vomito não falo pra ninguém, tenho medo que me desprezem, mas as vezes fico muito tempo sem comer nada, e minha mãe fica perguntando o que eu tenho mas eu não conto, eu preciso que me ajudem me responda eu estou quase enlouquecendo, não agüento mais vomitar, mas também não consigo ficar sem vomitar, me responda o mais rápido possível que puderem eu preciso de ajuda, preciso de saber se estou com bulimia ou anorexia, apesar de achar de que não tem nada a ver, bom desde já agradeço.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Anorexia e a Família

A Anorexia não afeta apenas a pessoa que tem o distúrbio –' toda a família é afetada'. Cada família é diferente, mas alguns traços comuns foram identificados. Pessoas com anorexia normalmente foram crianças obedientes. Eles teriam menos tendências a ficar com raiva do que seus irmãos e fariam qualquer coisa para agradar. Eles normalmente escondiam os seus sentimentos e ansiedades. Eles podem temer fracassar e tem um desejo perturbador de agradar e de cuidar dos outros. Eles estão comprometidos a alcançar altos padrões colocados – ou que eles assumem que foram colocados por outros – por parentes, professores, mas, na verdade, essas altas expectativas são auto impostas.
Anorexia pode representar uma tentativa de demonstrar independência no controle sobre a comida e o comer. É também muito difícil para muitas pessoas entender que mesmo a comida sendo uma questão tão importante, o transtorno alimentar é, na verdade, sobre sentimentos e emoções. Isso pode levar a frustrações e maus entendidos. Muitos familiares acabam dizendo frustrados: "Por que ela apenas não come?"
Muitas famílias também acham que a pessoa com transtorno alimentar vira o centro das atenções, o que pode afetar seriamente o relacionamento entre casais, irmãos e outros parentes.

"Eu não posso ser uma anoréxica, eu não vomito, eu apenas uso laxantes e diuréticos."

Qualquer forma de purgação significa que há um problema. De fato, pode ser mais perigoso usar diuréticos e laxantes, pois eles evitam que seu corpo absorva vitaminas e minerais que você precisa para ficar saudável.. Em particular, você se arrisca a ter um problema no coração se não absorve potássio o suficiente.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Jovem de Bragança

Um caso de morte por anorexia foi registado em Bragança. Aconteceu há 10 anos mas o problema não deixa de ser atual. Na região há vários casos de adolescentes a sofrer desta doença. As moças são as mais afetadas por esta disfunção alimentar, mas os jovens de sexo masculino, mesmo que em menor número também são atingidos pela patologia. E o caso de morte ocorreu precisamente com um rapaz de 15 anos. A anorexia nervosa esteve em análise, no Instituto Português da Juventude, no âmbito do trabalho: “Anorexia Nervosa/Influência Social”, apresentado por um grupo de alunos da Escola Superior de Educação de Bragança.

Elisa Vieira, pedopsiquiatra relembrou que Bragança já teve um caso de morte por anorexia. “Houve apenas um, mas quando chegou á primeira consulta num estado de caquecia de tal ordem que teve de ser transferido para um hospital central e já não havia nada da a fazer” conta. Esta especialista afirma ainda que na região “há alguns casos tanto de bulimia como de anorexia e entrando no estado de doença há alguns mas não são muitos”. Elisa Vieira não quer deixar conselhos aos jovens que ajudem a prevenir a doença, prefere enviar a mensagem aos fabricantes de roupa. “Há algumas marcas preferidas dos jovens que foram proibidas de fazer tamanhos S mas se formos às lojas encontramos jovens magras a dizer que não se conseguem meter dentro de um L”. Por isso defende que tem de “haver uma legislação que obrigasse a fazer tamanhos maiores”.

Na sessão estiveram presentes alunos de algumas escolas de Bragança.Marta Morgado, porta-voz do grupo responsável pela realização do trabalho garante que os jovens ficaram sensibilizados com o tema. “Recolhemos alguns vídeos que tinham imagens chocantes e só desta maneira é que se incentivam e por isso acho que alguns ficaram sensibilizados”.

A anorexia nervosa caracteriza-se por uma rígida e insuficiente dieta alimentar, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais.A anorexia pode mesmo colocar em risco a vida da pessoa e comprometer drasticamente a saúde.

domingo, 18 de janeiro de 2009

sábado, 17 de janeiro de 2009

Depoimento: Só por hoje

Há alguns anos eu sofri de anorexia. Tenho 1,61 de altura e 46 quilos, mas já cheguei a pesar 37. Hoje, sinto que os sintomas da doença ainda não desapareceram, sinto muito medo de engordar, de me sentir feia ou gorda. Mas eu sou uma pessoa de muita sorte. Faço duas faculdades ao mesmo tempo, tenho um bom emprego na parte da tarde, pessoas muito boas que me ajudam sempre, pais maravilhosos, um namorado lindo e perfeito e mesmo assim ainda tenho crises de bulimia e sintomas da anorexia. A última crise de bulimia que tive decidi para de uma vez por todas. Sentei na frente do espelho, me olhei profundamente nos olhos e me vi como um pessoa de verdade...neste momento eu vi que não tinha razões pra me maltratar.

Se vc sofre desse problema, antes de tentar resolver a doença, tente conhecer-se ver o quanto vc é importante e necessária pra o mundo. Pode ser que as pessoas que vc queira que te amem, não o fazem, mas há pessoas que te amam e que precisam de vc. Conheça-se queira livrar-se da doença, eu já decidi que quero ser feliz e sei que s continuar me machucando não conseguirei...Aprenda a gostar de si mesma, mesmo que os outros não gostem, sempre haverá uma saída. Deus não nos colocou no mundo à toa e nem está nos fazendo passar por dificuldades sem razão. Descubra a sua razão e viva a vida de maneira tranqüila. Há coisas muito mais importantes pra se preocupar do quantidade de calorias que vc ganhar chupando uma bala, um comento um biscoito. Vamos aprender a gastar as calorias que ingerimos ajudando os outro e sendo felizes ao invés de deixar de ingerí-las. Se alguém precisar de mim. não hesite e me procurar. quero muito poder ajudar e ser ajudada, a gente consegue, é só querer. O método do só por hoje funciona, vamos nos alimentar direito só por hoje não vomitar só por hoje ser feliz só por hoje.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Efeitos

Seu corpo:
Grande perda de peso; dificuldade de dormir e cansaço; tontura; dores no estômago; constipação; sentir muito frio; crescimento de pelos macios por todo o corpo; diminuição da libido; queda de cabelo; pele ressecada e rachada.

Como você se comporta:
Exercícios em excesso; possui rituais ou comportamentos obsessivos; fica calado, reservado; mente sobre comer; tenta agradar a todos depois fica com muita raiva; cozinha ou prepara comida para todos; veste roupas largas.

Como você pensa e sente:
Sente-se gordo, quando, na verdade está muito abaixo do peso; fica irritado com oscilações de humor; é perfeccionista e coloca altas metas para si; retira-se do mundo; pensamentos "8 ou 80"; dificuldade em concentrar-se.

"Eu não sou magra o suficiente para ser anoréxica."

Não espere até que você ou alguém de quem você gosta esteja perigosamente doente para pedir ajuda. Quando se tem anorexia a doença continua dizendo a você que não está magra o suficiente, mesmo quando você já não tem mais força para se levantar depois de sentar-se.

Os efeitos a longo prazo da anorexia:
Os efeitos a longo prazo da anorexia no corpo e na mente podem ser alarmantes e severos, em particular há um risco muito grande de desenvolver osteoporose e um risco maior ainda de desenvolver doenças cardíacas. Uma vez que você esteja no caminho da recuperação, pode levar algumas semanas ou meses para o corpo se reajustar. Comer e beber regularmente pode levar o seu corpo a inchar temporariamente. Você também pode experimentar uma enorme fome e o ganho de peso pode parecer alarmante. Lidar com as expectativas dos outros pode fazer você se estressar. Alterações de humor podem levar um tempo para acalmar, dependendo das dificuldades emocionais que você estiver passando.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Mortes ficam esquecidas

Na semana do principal evento de moda do país, um dos maiores especialistas brasileiros em anorexia e bulimia, o psiquiatra da Universidade de São Paulo (USP), Táki Cordás, faz um alerta: a indústria da moda não está cumprindo o que prometeu quando a modelo Ana Carolina Reston morreu, em 2006. Para o médico, a luta contra os transtornos alimentares foi deixada de lado.

A morte da modelo paulista comoveu o Brasil e foi notícia em todo o mundo em novembro de 2006. Aos 21 anos de idade, Ana Carolina, que já havia trabalhado em algumas das principais agências do país, morreu de infecção generalizada após passar mais de um mês internada com insuficiência renal causada pela falta de comida. Ela pesava apenas 40 quilos, muito pouco para os seus 1,72 m de altura. Quando a menina morreu, todo mundo foi aos jornais para falar. As agências saíram dizendo que mudariam as regras, os eventos prometeram grandes iniciativas. Um ano e meio depois, está tudo a mesma coisa. Não se fala mais nisso. Esses programas de prevenção anunciados na época só serviram para fazer uma cortina de fumaça após a morte da modelo. Hoje, as meninas continuam morrendo - alerta Cordás, responsável pelo Ambulim (Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares) do Hospital das Clínicas de São Paulo – considerado o maior centro do tipo na América Latina.

SPFW
Desde a morte de Ana Carolina, a organização do São Paulo Fashion Week criou um programa de prevenção a transtornos alimentares, que já ofereceu palestras a modelos feitas por membros do próprio Ambulim. Segundo a coordenadora do projeto, Bell Kranz, desde janeiro de 2007, o SPFW proíbe menores de 16 anos de desfilar e exige um atestado médico para todas as modelos que participam do evento.Na mesma época, a semana da moda de São Paulo distribui entre as modelos uma cartilha sobre o assunto.

- É um material que ensina as meninas que é preciso manter a saúde e se alimentar direito. Quer emagrecer? Pode, mas com saúde, comendo direito. A cartilha dá dicas voltadas especialmente para elas, que têm um dia-a-dia muito atribulado. Ensina como comer quando está trabalhando 20 horas seguidas, por exemplo - explicou Bell Kranz.

Versões alternativas da cartilha foram lançadas nas edições seguintes do SPFW. Em junho de 2007, foi feita uma versão para os pais das modelos, ensinando como ficar de olho na saúde das filhas.

- Muitas meninas moram muito longe de casa, sozinhas. Mostramos para os pais como fazer para garantir que elas estão se alimentando direito, mesmo tão distantes - afirma Bell.

A cartilha desta edição, ainda não lançada, será voltada aos professores de educação infantil.

- Os transtornos alimentares estão se espalhando como um todo. Os casos estão aumentando em crianças e em mulheres acima dos 40 anos – coisa que não se via no passado. E estão crescendo também entre os homens - explica o médico.

Fonte : www.clicrbs.com.br

Você já teve ou conhece alguém que tenha passado por um transtorno alimentar? Deixe seu comentário

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Morte de Ana Carolina Reston

Ana Carolina Reston faleceu com anorexia e bulimia em novembro de 2006 a modelo de 21 anos 1,72m e pesava apenas 40 quilos. Ela estava internada desde outubro com insuficiência renal e ja havia sido enternada no Japão no ano de 2005. O quadro evoluiu para infecção generalizada ela não resistiu. Carolina foi enterrada em Pirapora do Bom Jesus, segundo informações do Bom Dia São Paulo.

Nascida em Jundiaí numa família de classe média, sonhava em ser modelo desde criança: por sorte (ou azar), venceu um concurso realizado no interior; pouco depois foi descoberta por uma agência e, começou a "modelar". com 13 anos. "Só a deixei viajar para o exterior sem eu ir junto depois dos 17. O que eu podia fazer? Não tinha dinheiro para pagar a minha passagem", conta a mãe, Míriam Reston, 58, ex-ourives que há cinco anos virou vendedora de rua. "Me roubaram quatro quilos de ouro em casa." Não era fácil dar atenção a uma menina que, com 17 anos, não parecia preparada para passar temporadas de três ou quatro meses em países distantes como China, Turquia, México e Japão. Amigos reunidos na saída do cemitério de Pirapora do Bom Jesus (Grande SP) contavam que, no México, Carol enfrentou falta de trabalho, foi abandonada pela agência e não tinha dinheiro para comprar o tíquete de volta.Ali, foi "adotada" por sua última agência, a L'Equipe, que a enviou do México para o Japão. "A Carol chegou a fazer um catálogo para o (Giorgio) Armani, mas, pouco depois, a correspondente da agência lá me ligou dizendo que ela estava magra demais. Isso me pareceu preocupante vindo de uma profissional acostumada a lidar com modelos. Achamos melhor trazê-la de volta", conta a dona da L'Equipe, Lica Kohlrausch.

A empresária diz que não percebeu, ao olhar para a menina na volta, nenhum sinal físico de anorexia. "Esses casos são raros. Eu tive apenas uma menina anoréxica, em 1986, e nunca mais." De acordo com a psicóloga Maria Beatriz Meirelles Leite, que há quatro anos presta serviço a agências de modelos como Ford e Marilyn, " 20% das meninas que chegam a ir para o hospital morrem". Ela explica que, quando a modelo chega ao psicanalista, já passou por um clínico e teve o Índice de Massa Corporal (IMC) aferido. "A essa altura, o indicado é uma terapia intensiva. O passo seguinte é convencer uma adolescente a freqüentar um psicólogo. A maioria sente vergonha e preconceito. Elas não querem se achar "doentes"."

A mãe de Carol e amigos próximos dizem que a modelo chegou a ser atendida por especialistas e fez tratamento, mas resistia a aceitar que estava doente. "Ela não gostava se pedíamos que comesse. Quando comia, era pouco e, logo depois, entrava no banheiro", conta a prima Geise Strauss, 30, com quem Carol morava em suas temporadas no Brasil. Pegamos apenas os remédios que estavam na bolsa dela. Tinha os remédios para infecção urinária e, também, moderadores de apetite - comentou.

Maçã e tomate

Nos últimos tempos, a modelo vomitava o (pouco) que comia. Quando se pergunta o que, exatamente, ela comia, a resposta de Geise é: "Ela gostava muito de maçã. Adorava tomates também". Difícil viver só disso, especialmente se ainda se tem de complementar o orçamento fazendo um bico à noite como promoter de boate, distribuindo panfletos para atrair frequentadores. "O que ela mais queria era me ajudar", conta Míriam, a mãe, que luta também com o recente diagnóstico do marido doente de Mal de Alzheimer.

De acordo com o namorado de Carolina, o também modelo Bruno Setti, 19, a menina costumava dizer: "Passo por isso (distribuir folhetos) para ajudar minha mãe." Para a mãe de Bruno, Viviane Setti, 42, todas as modelos deveriam ser alertadas, pelas agências, do perigo da anorexia. "Uma empreiteira não se responsabiliza pelo empregado da obra que trabalha sem capacete?", compara.
Viviane explica que não se trata de uma campanha contra as agências, mas a favor das modelos em uma tragédia recorrente. "Não há nada de glamouroso em um fim assim."

E ela trabalhava com dores para não perder trabalho, nem ia as consultas marcadas. Carol estava muito mal, já sentia que dessa não ia se salvar e acabou escrevendo uma carta.

A carta Ana Carolina Reston antes de morrer:

Hj é só + um dia p/ q eu voe por terras distantes, desconhecidas/pelo passado de fama q me faz sonhar q sou alguém importante/q sou vencedora e q tenho tdo o q necessito no meu mundo!Mas sabe pq?? Por amor que senti que iria doer muito depois/e q essa dor um dia iria me matar.E cda lágrima significa algo q está longe./Eu tbém ñ sei quem sou, estou diferente, frágil/ qria carinho. Lá eu tinha um colo ás vezes, aqui eu tive, pq eu perdi.Sinto falta das meninas, mas passou, eu ñ entendi, eu ñ sabia pq elas me cuidavam, eu ñ qria +/agora é o q eu mais qro/Qro escutar as meninas me defenderem qndo a Maria brigou cmg/qro escutar q eu sou o bebê da Marcela/rir e chorar/e se encantar depois q passavam a mão no meu cabelo/daquele jeito e falava q eu era linda/languida/q eu parecia uma girrafa. Ela era louca/E a Dani q eu podia/contar com ela msmo q eu não tivesse nada p/ contar, só p/ chorar, e foram mto os desabafos e abraços apenas sentidos e as meninas pareciam um porto seguro, em pouco tmp eu so quero luz e Deus na vida delas...
encontrei meus anjos, alguns ainda vou encontrar.
Hoje estou trabalhando/encontrei mais um.
E amanhã se for chorar ou sorrir... só Deus dirá, pq amanhã é só mais um dia...

TE AMO MÃE... PERDÃO DEUS!!!!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Depoimento: Algo errado ?

Tenho 22 anos e sofro de Distúrbio Alimentar desde os 17 anos eu provoco o vômito. cheguei a pesar 28 kg, achei q tava linda ate começar a ter vários problemas, parei de menstruar durante 3 meses, fui várias vezes ao hospital sem ter consciência nenhuma...mas ñ conseguia perceber que tinha algo errado comigo. Ate q um dia comprei uma revista q tinha uma matéria da XUXA, e lendo a revista tinha uma parte q falava sobre a Anorexia e bulimia... li mas ñ achei q tinha isso, que tudo ia passar, mas não passou, comecei a vestir 2 calças pra ninguém percebe como tava magra mas ninguém percebeu mesmo...Ate q conheci um cara quando tinha acabado de completar 22 anos, ele me ajudou muito descobriu o q tinha e mi liga sempre depois q almoçava e ficava conversando comigo, até q Deus levou ele de mim...e voltei tudo de novo só q pior pois olho as calorias, calculo pra comer 500 calorias no máximo. Já cheguei a ficar sem comer durante 3 dias...só comia "gelatina"...ñ tava agüentando mais pois tinha prometido pra ele q ia parar com isso resolvi procurar ajuda e contei tudo pra minha irmã...pois ñ agüentava mas as dores nos ossos, muita dor de cabeça, tontura e vomitava tudo q comia.
Fui procurar ajuda com uma psicóloga Ângela Renata, q me ajuda muito ela e um "anjo", conto tudo pra ela pois quero melhorar, não quero morrer q mostra pra ele q esteja onde ele estiver q eu venci q pelo amor q tenho por ele q vou melhorar. Às vezes penso em desisti pois pra mim e muito ruim ter q comer, é um sacrifício...Hoje ñ tenho consciência de tudo me acho gorda, e tenho pavor de engordar, só de pensar me da vontade de vomitar... Espero um dia volta aqui e escreve q to curada...Mas hj estou em tratamento c/psicólogo, psiquiatra, nutricionista sei q tudo depende de mim, mas e tão difícil. Tenho fé que vou melhorar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O tratamento

Normalmente o paciente é levado para tratamento pela família, após a ocorrência de uma acentuada perda de peso ou fracasso em fazer os ganhos de peso esperados. Quando o paciente busca auxílio por conta própria, geralmente é em razão do sofrimento pelas seqüelas físicas e psicológicas . Raramente o paciente se queixa da perda de peso . Essas pessoas não possuem insight para o problema ou apresentam uma negação quanto a este. Por isso, se torna necessário obter informações a partir dos pais ou outras fontes externas, para determinar o grau de perda de peso e outros aspectos da doença. Uma das primeiras dificuldades é aderir o paciente ao tratamento, pois, a negação da doença é parte integrante do quadro. As pacientes desconfiam dos médicos, os quais elas vêm como inimigos e interessados apenas em realimentá-las, em fazê-las perder a vontade de controlar seus pesos. Portanto, o médico deve encorajar hábitos alimentares normais e ganhos de peso sem que se torne o único foco do tratamento. Dependendo das condições clínicas da paciente, é necessário, em função de uma caquexia, a internação da paciente para restabelecimento de sua saúde em ambiente hospitalar. A família deve ser orientada sobre a gravidade do problema, sobre falsas expectativas e de que a cura não será fácil.Se o tratamento é em regime de hospitalização procede-se à correção hidroeletrolítica, dieta hipercalórica mesmo contra a vontade da paciente, correção de possíveis alterações metabólicas e início do tratamento psiquiátrico.Psicologicamente deve-se abordar o caso cognitivamente e comportamentalmente, encorajando a adoção de atitudes mais sadias por parte da paciente, que é recompensada com elogios e diminuição de situações aversivas como restrição de sua mobilidade. A psicoterapia individual é indicada visando a modificação do comportamento, das crenças e dos esquemas falhos de pensamento.

A psicofarmacoterapia é indispensável , se faz às custas de antidepressivos, notadamente com tricíclicos que tenham como efeito colateral também o estímulo do apetite e o ganho do peso, como é o caso da maprotilina, amitriptilina ou clomipramina. Havendo necessidade de sedação (quase sempre há), recomenda-se que seja feita com neurolépticos , preferentemente, com os que aumentam o apetite, como é o caso da levomepromazina.
Mesmo após a melhora é bom ter em mente que as recaídas são freqüentes. No caso da internação, a taxa de recidiva imediata é superior a 25%. É ainda discutível o efeito do tratamento sobre a evolução final a longo prazo da doença. Alguns estudos verificaram que 40% dos pacientes recuperaram-se, 30% melhoraram, 20% permaneceram cronicamente afetados e 10% morreram em consequencia da doença. Problemas de alimentação persistem em mais da metade desses pacientes. É sabido que quanto mais cedo o diagnóstico e a intervenção, melhor é o prognóstico e também que os homens tem um prognóstico menos favorável que as mulheres. A taxa de mortalidade depende do tempo de duração do quadro, da precocidade da intervenção, da presença ou não de quadros depressivos associados, do grau de desnutrição e se a anorexia é complicada pela presença de purgação. A taxa bruta de mortalidade varia de 5 a 18%, sendo 5.6 vezes maior que na população geral.Adolescentes vítimas de anorexia, que apresentam ossos enfraquecidos devido ao distúrbio alimentar, podem recuperar a resistência óssea característica da sua idade ao retomarem hábitos alimentares normais.

Para algumas pessoas,escrever ajuda bastante,no caso de um paulistana, por exemplo o diário foi o instrumento que melhorou a sua vida. Há oito anos, ela começou a ter anorexia. Na época, pesava 68 quilos. Resolveu fechar a boca e chegou a ficar com 36, sendo que mede 1,60m. "Achava que até água engordava". Hoje, ela recuperou o peso perdido. "Escrever te faz tomar consciência do problema e te fortalece".A empregada baiana Olinda de Souza, 28 anos, também está superando o problema. Ela conta que não tem muita disciplina para fazer o diário, mas admite que o livro ajuda na terapia.Também há tratamentos alternativos como o uso da "Erva de São João",popularmente usado como antidepressivo e o uso do "Método Feldenkrais" o qual através do movimento ajuda as anoréxicas. Esta técnica envolve uma série dos exercícios projetados para explorar a junção, o músculo e relacionamentos postural para aumentar a consciência corporal e desenvolver padrões alternativos do movimento. Um outro objetivo é a flexibilidade e coordenação . A técnica emprega também a percepção.

A paciente deve sempre ter em mente que paciência e persistência são fundamentais.A preocupação em quanto se deve ou não engordar e o quanto é "certo" ou não varia de pessoa para pessoa. Mas,a necessidade do corpo deve falar sempre mais alto do que a necessidade de se ver magra no espelho,ou seja é importante que a pessoa respeite oque quer e o que sente,seja comendo uma caixa de bis ou frutas,o corpo tem suas necessidades e é importante saber ouvi-las, para isso,a imagem que a pessoa tem de seu corpo tem de ser "desligada" na hora em que ela se alimenta,pois só assim a recuperação será realmente boa,se ela partir do interior da pessoa e não da família, amigos, mídia,etc. O exagero de uma pessoa normal pode ser um bom exemplo para que a pessoa com anorexia não se ache estranha ou que está engordando rápido demais,pois quanto menor o peso mais difícil é a manutenção dele.

A pior coisa que um anoréxico deve ouvir é que está engordando, poderá ser o fim de seu tratamento ou o fim de sua vida !

sábado, 10 de janeiro de 2009

Depoimento: Pânico

"Em Paris um estilista disse que eu estava uma baleia. Tenho 1,76 m e peso 52 kg. Sozinha, acreditei naquilo e, embora trabalhasse bastante, achava que se engordasse teria acabado minha carreira de modelo. Comecei a fazer tudo que me falavam para emagrecer. Jejum, remédios, pensei até em usar drogas. Tomava laxantes e cheguei a jejuar por dois dias seguidos. Aí eu não agüentava e mandava ver : comia o que vinha pela frente. Vinha o arrependimento, a tristeza e o descontrole. Não sabia mais o que era normal. Comecei a perder peso e quando voltei ao Brasil minha família e a Agência se escandalizaram . Fiquei louca da vida e continuei utilizando meus métodos. Quando meu namorado me convidava para sair ficava louca :"será que este cara não vê que eu preciso emagrecer ?" Acabei desmanchando o namoro. Amigas ? Nem pensar ! O medo de comer me fazia calcular todos os itens de calorias dos alimentos. Cheguei a comer algodão com água para não sentir fome. Minha pele estava amarelada, as palmas da mão alaranjadas, meu cabelo caia e eu me sentia deprimida. Não pegava trabalho de jeito nenhum e achava que era porque estava gorda! Um dia tive uma sensação terrível, o peito parecia que iria estourar, o coração saia pela boca, sentia-me enformigada , arrepiada e achei que iria morrer. Corri para o Pronto Socorro e lá disseram que não era nada. Mas como, se eu sentia tudo aquilo ! Consultei o Dr. Tommaso e fiquei sabendo que tinha "PÂNICO" . Era, como ele disse, um ataque de pânico. Uma sensação tão aterrorizante que me mantinha com muito medo ! Aí comecei o tratamento e percebi que estava num estado quase anoréxico. Felizmente, após muita perseverança, voltei à vida normal. Fico a maior parte do tempo fora do Brasil, mas quando venho faço um programa intensivo da parte psicológica. Qualquer idéia do tipo "estou gorda" comunico ao Dr. Tommaso."

(C.D. 19 a, modelo internacional)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ciência


Não se conhecem causas fundamentais. Alguns evidenciam a interação sociocultural mal adaptada, fatores biológicos, mecanismos psicológicos menos específicos e especial vulnerabilidade de personalidade. Os fatores psicológicos estão ligados ao fato de que as Anoréxicas se imaginam sem liberdade, sem autonomia, controladas demais pela família, mesmo que objetivamente não o sejam,pois ao mesmo tempo que anseiam pela liberdade elas próprias criam seu "pequeno mundo".

Enquanto os fatores biológicos estão relacionados a existência na família de outros casos de Anorexia, Distúrbio Obsessivo Compulsivo, Depressão, Bulimia, sendo eficaz o tratamento com medicamentos que também agem nessas patologias. Finalmente quem já viu uma Anoréxica entrar em coma, e logo ao sair já achar que está pronta para recomeçar os exercícios, sabe que o problema não pode ser apenas emocional.

Aspectos biológicos são alterações hormonais que ocorrem durante a puberdade e as disfunções de neuro-transmissores cerebrais, como a dopamina, a serotonina, a noradrenalina e dos peptídeos opióides, ligados à regulação normal do comportamento alimentar e manutenção do peso, além dos aspectos genéticos. Vários trabalhos apontam para uma predisposição genética no desenvolvimento da anorexia. Estudos demonstram uma taxa muito maior em gêmeos monozigóticos em comparação com gêmeos dizigóticos (56% contra 5%). Parentes de primeiro grau de pacientes com anorexia exibem um risco de aproximadamente 8 vezes maior de apresentar a doença do que a população geral.

Os modelos de sistemas familiares procuram identificar determinados padrões de funcionamento familiar alterado, por exemplo, minimização de conflitos, envolvimentos da criança em tensões familiares, pais ausentes, mães que competem com as filhas etc. Porém, estes fatores são vistos mais como mantenedores do comportamento do que como causais.

Segundo estudo de psiquiatras britânicos mães que superprotegem as filhas podem influir no aparecimento da anorexia quando as meninas se tornam adolescentes. A pesquisa com jovens com problemas alimentares mostrou que muitas mães estavam ansiosas na gravidez e cerca de 25% delas havia tido problemas em partos anteriores.

OBS.: Se alguém perdeu peso por causa de alguma doença consumptiva, ou endocrinológica ou Depressão grave, evidentemente não pode falar de Anorexia Nervosa. Normalmente a pessoa anoréxica mantém um peso corporal abaixo do nível normal mínimo para sua idade e altura. Quando a Anorexia Nervosa se desenvolve em numa pessoa durante a infância ou início da adolescência, pode haver fracasso em fazer os ganhos de peso esperados, embora possa haver ganho na altura. Um novo estudo realizado na Escócia revelou que a época do nascimento pode ter relação com a anorexia . Depois de analisar 446 mulheres com o distúrbio, pesquisadores perceberam que grande parte delas havia nascido na primavera e no verão. De acordo com a pesquisa, 13% nasceram entre março e junho . O verão bateu recorde,cerca de 30% mais anoréxicas nasceram no verão . Diante disso, os cientistas desconfiam que, além de fatores psicológicos e ambientais e da predisposição genética, problemas ocorridos com a mãe durante a gravidez,(como uma gripe), comum nos meses frios, somam-se aos fatores que predispõem a criança na doença.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Depoimento: Suicídio

“Quando fiz intercâmbio na Inglaterra, minha colega brasileira era fissurada em forma física. Dietas, exercícios, remédios, Passei a me achar gorda e segui o exemplo dela. Enganávamos nossa mãe inglesa, e mal comíamos e dávamos fim na comida. Fui diminuindo toda a alimentação, fazia exercícios até não poder mais, minha cabeça só pensava nisso. Voltando ao Brasil continuei me achando gorda e mesmo com 39 kg e manequim 34 achava minhas coxas muito gordas. Pensava em emagrecer mais e mais, até a perna afinar. Não menstruava e achava encanação da família que se intrometia na minha vida. Não saia mais com amigas, usava roupa larga para não me encherem a paciência e não queria mais saber de ouvir sermões. Um dia, soube de uma terrível noticia : minha colega de intercâmbio cometera suicídio ! Teve depressão e se matou e eu tive um choque : era doença mesmo. Com medo de morrer, fui para um tratamento psicológico. Estou com 17 anos, tenho 1,60 m e peso 41 kg. Não está sendo fácil mas acho que vou conseguir. O que mais me apavoro é a morte, mais que o medo horrível de engordar.,”

(L.W. 17)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Comentários

De acordo com a psicóloga Suzanne Robell, de São Paulo, (autora do livro:A Mulher Escondida - A Anorexia Nervosa em Nossa Cultura) anoréxicas são "sempre muito inteligentes, interessantes, bonitas, com uma vida interior muito rica, cheias de possibilidades, pessoas que haviam se destacado na infância, na adolescência e na idade adulta", mas, ao mesmo tempo há uma quebra, ou uma dificuldade, no desenvolvimento da feminilidade das pacientes. Mas há características de comportamento que costumam ser muito comuns durante a doença,algumas permanecendo depois da recuperação.
Um exemplo são as características Obsessivo-Compulsivas, relacionadas ou não com comida. A maioria dos pacientes preocupa-se excessivamente com alimentos que vai comer (de preferência, os permitidos, "pouco calóricos" e "saudáveis"), criando seu próprio mundo do que é ou não permitido, isolando-se para não comer o "proibido", aquilo que a retiraria de seu mundo, de seu aquário, onde há a proteção e nada mais, onde ela pode, somente observar o mundo lá fora. Por isso há um forte sentimento de inutilidade, bem como necessidade de controlar seu próprio mundo, limitando o contato social contendo suas emoções, pois para identificar o que o organismo quer, o desejo é fundamental, perde-se a espontaneidade. Essa inutilidade gera um comportamento no qual a pessoa se sente na obrigação de ajudar a tudo e a todos, pois como não consegue ajudar a si mesma, tenta fazê-lo com as outras pessoas com as quais convive. Elas tendem muito a interiorizar seus sentimentos, não conseguindo expô-los para os outros, nem sabendo distinguir suas próprias necessidades e desejos. Muitas vezes a anoréxica tem desejo de ser independente, porém têm medo das consequências (como separação da família, etc), mas a anorexia serve como meio de barrar sua sexualidade (a qual muitas vezes não sabem como conduzir e tem medo) no sentido de que elas permanecem mais tempo em uma "infância segura", onde são mais protegidas do "mundo externo".Há também comportamentos associados com outras formas de restrição alimentar que são os que sugerem que as obsessões e compulsões relacionadas a alimentos podem ser causadas ou exacerbadas pela desnutrição. Quando os pacientes com apresentam obsessões e compulsões não relacionadas a alimentos, forma corporal ou peso, pode haver algo ligado a um Transtorno Obsessivo-Compulsivo, que pode continuar estabelecido no comportamento da pessoa, mesmo depois da sua recuperação, como mania de arrumação ou perfeição, pois muitas das anoréxicas são perfeccionistas, querendo sempre agradar, sendo muitas vezes na infância,crianças ou estudantes-modelo.
Um estranho comportamento em relação à comida pode ser exibido por alguns desses pacientes durante a doença. Costumam esconder comidas pelos armários, banheiros, dentro de roupas ou podem preparar pratos extremamente elaborados para amigos ou familiares. Ou ainda procuram empregos de garçonetes, cozinheiros ou simplesmente colecionar receitas e artigos sobre comida. A preocupação crescente com alimentos corre juntamente com a diminuição no consumo. Assim, intensifica o medo de ceder ao impulso de comer e aumentam as proibições contra ela. Padrões de pensamento pré-mórbidos assumem um novo significado, um estilo de raciocínio de tudo-ou-nada leva a conclusão de que um grama de peso ganho significa uma transição de normal para gordo.
Os pacientes empregam uma ampla variedade de técnicas para estimar seu peso, incluindo pesagens excessivas, medições obsessivas de partes do corpo e uso persistente de um espelho para a verificação das áreas percebidas como "gordas".A auto-estima dos pacientes depende obsessivamente de sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o ganho de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole. Embora alguns pacientes com este transtorno possam reconhecer que estão magros, eles tipicamente negam as sérias implicações de seu estado de desnutrição.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Depoimento: Vontade e Medo

“ Meus pais haviam acabado de separar-se e eu estava com 13 anos. Me lembro do primeiro dia de minha dieta. Meu irmão diz que eu era gorda e feia. A gente brigava e quando ele me xingava de outra coisa , tudo bem. Mas de gorda... Comecei com uma dieta de revista. Depois com uma da sopa. Aí minha mãe procurou uma nutricionista e eu estava com 1,52 m e com 45 kg e me achava gorda. Comecei a cortar algumas coisas que eu achava que iriam engordar. Tinha medo, mas muito mesmo de ficar gorda. Perdi 3 kg e fui elogiada por ela, mas quando ela falou “vamos manter” fiquei com muito medo. Ela pedia que eu aumentasse um pouco os alimentos mas eu não queria. Mentia para ela, não comia lanche na escola e um professor de educação física da academia disse que não comesse hidrato de carbono à noite. Cortei à noite e também de dia. Ficava fraca mas insistia no exercício. Me via uma gorda no espelho. Meus pais me pediam para ir ao médico mas eu não ia. No fim me obrigaram a fazer um exame médico e eu fui encaminhada ao psicólogo. Não menstruava e achava que era normal. Comecei uma terapia a contra gosto e me achava uma baleia. O dia em que minha prima sofreu um acidente de carro fiquei louca e aderi à terapia. Custou mas consegui entender que corria risco de vida. Já tinha pensado em usar drogas para emagrecer e outras coisas como laxantes mas não usei. Um dia desmaiei e o psicólogo convenceu-me a procurar a nutricionista. Aumentei um pouco de peso, hoje peso 44 kg e estou melhor. Mas confesso que tenho ainda medo de engordar. Mas tenho vontade de sarar. Acho que peguei no começo...”

J.V (15 anos)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Tipos


Tipo Restritivo: O paciente restringe a ingestão de alimentos ou
passa longos períodos em jejum como forma de emagrecer.

Tipo Purgativo: Neste caso, o paciente alterna momentos de compulsão por comida seguidos por métodos purgativos (indução de vômito, uso de laxantes ou diuréticos). As vezes, essa compensação inadequada é notada mesmo em casos em que há apenas ingestão de uma pequena quantidade de alimentos. Este tipo tanbém é conhecido como bulimia.