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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ginástica

Christy HenrichDesde o fim da segunda guerra mundial os campeonatos olímpicos se destacam na sociedade. Em 1976 as vitórias foram do cubano Alberto Juantorena nos 400 e 800 metros rasos do soviético Viktor Saneyev no salto triplo e da alemã-oriental Kornelia Ender na natação. Anos depois as nadadoras da Alemanhã admitiram o uso de anabolizantes para melhorar o desempenho.

Em algumas categorias foi observado que o melhor desempenho era de quem tinha menos peso. Foi o caso da ginasta romena Nadia Comaneci que foi a primeira a conseguir uma nota 10 perfeita, nos Jogos de Montreal, ela tinha 14 anos e 40 quilos. Seus movimentos nas barras assimétricas inspiraram milhares de meninas no mundo inteiro. Mais tarde, ela tornou pública sua luta contra os distúrbios alimentares.

Outro caso foi de Cathy Rigby da equipe americana nas Olimpíadas da Cidade do México, em 1968.Foi medalha de ouro no Mundial de Ginástica, em 1970. Depois dos Jogos de 1972, em Munique ela aposentou-se. Com o passar do tempo ela admitiu ter passado 12 anos lutando contra a anorexia e a bulimia. Estes distúrbios alimentares foram responsáveis pelos dois ataques cardíacos que ela sofreu.

Um estudo do American College of Sports Medicine, realizado em 1992, revelou que 62% dos atletas olímpicos sofriam de distúrbios alimentares na época. Desse total, 18% corriam o risco de sofrer de anorexia. O caso mais assustador foi o da ginasta americana Christy Henrich, ela morreu em 1994, aos 22 anos, de anorexia. Em seu melhor momento, pesava 44 quilos e quando veio a falecer estava com menos de 27. Ela desenvolveu a doença quando foi alertada por um árbitro que deveria perder peso se quisesse fazer parte da equipe olímpica americana.

Por todos estes exemplos percebemos que a anorexia e os distúrbios alimentares não estão somente no mundo da moda, por isso a vigilância sobre o comportamento alimentar das ginastas deve ser severa.

Você sabe de algum caso aqui no Brasil ?